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Safra sobre ameaça
Assessoria de Comunicação Funep — (12/11/2013)


A Agricultura é cada vez mais afetada pelas mudanças climáticas no planeta, que se manifestam em aumento das temperaturas, alterações nos regimes de chuvas e ventos e maior ocorrência de furacões, enchentes e outros eventos extremos. Esses fenômenos se associam à disseminação de doenças, pragas e plantas invasoras, que ameaçam a saúde das plantas - a sua fitossanidade - reduzindo a produtividade do setor agrícola brasileiro.

Para debater formas de gerir e diminuir os riscos nas plantações, a FCAV/Unesp de Jaboticabal realizou o II Congresso Brasileiro de Fitossanidade (Conbraf). O encontro reuniu cerca de 300 pessoas, entre pesquisadores, estudantes e representantes de empresas públicas e privadas.

O manejo da saúde e produção das lavouras é cada vez mais complexo, segundo o professor Marcelo da Costa Ferreira, presidente da comissão organizadora do congresso.

Os especialistas estimam que doenças, pragas e plantas invasoras diminuem a produção entre 31% e 42% de todas as culturas no mundo. No Brasil, somente as pragas agrícolas causam um prejuízo de US$ 12 bilhões por ano. Segundo o professor José Roberto Postali Parra, da USP, o país é o maior consumidor mundial de agroquímicos, como inseticidas, herbicidas e fungicidas, com um gasto anual de 9,7 bilhões de dólares.

Além do alto custo, o uso de agrotóxicos pode trazer impactos ambientais, como contaminação de solo, lençóis freáticos, ar e alimentos. Eles também eliminam os inimigos naturais dos patógenos, como insetos e fungos, podendo aumentar a infestação da safra, de acordo com o pesquisador da Embrapa Edison Ryoiti Sujii.

Para auxiliar no manejo fitossanitário, são desenvolvidos sistemas tecnológicos, envolvendo sensores e equipamentos para o uso racional dos produtos existentes, sejam biológicos ou químico-sintéticos, no controle de pragas, conforme explicou o professor Ferreira. Para ele [Ferreira], a fitossanidade exige soluções mais específicas e mais onerosas do ponto de vista financeiro; mas que são menos impactantes para o ambiente. “Pode-se dizer que teremos de buscar cada vez mais a simplicidade, dentro de um cenário cada vez mais complexo”, argumentou. Entre as pesquisas desenvolvidas por seu grupo na FCAV, ele destacou a experiência feita em laranjais em Jaboticabal e Matão (SP) para o controle do greening, principal causa da perda de produtividade no interior paulista e na Flórida (EUA).

Adaptado de Jornal Unesp (setembro)
Veja a matéria na íntegra: http://goo.gl/iShNXt
 



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